• Priscila Cavalcante - jornalista Napri Comunicação

Como lidar com a obesidade infantil


Cada vez mais cedo inseridas no mundo dos adultos, é natural que as crianças sofram as consequências das pressões da vida moderna. A modernidade introduziu uma cultura de produção através do trabalho deixando em segundo plano as pequenas coisas que realmente fazem a vida ter um sabor especial, como a família.

Nesse contexto, a criança não convive mais tanto com a família, ela vai para a creche. Segue uma rotina não mais imposta pelos pais, mas por uma instituição. Ela acaba não tendo mais aquela rotina saudável do comer, brincar e fazer atividades. Torna-se uma rotina mecanizada e dentro desses hábitos, está também à questão da alimentação. Muitos pais não têm tempo para preparar uma alimentação balanceada e saudável para os filhos e aí entra o fast food, doces, salgadinhos e refrigerantes.

A rotina agitada dos pais leva às crianças a um ritmo que vai afetar até na alimentação, o que pode ocasionar a obesidade infantil. A mídia também afeta a vida alimentar das crianças com publicidades de comidas calóricas, pouco nutritivas e muito atraentes com embalagens coloridas e brinquedos.

O peso de uma criança pode ser afetado pela genética, mas os fatores psicológicos também são importantes nesse processo. “Muitas crianças querem chamar a atenção dos pais, como ela não sabe verbalizar o que está sentindo, ela pode passar a comer demais para suprir uma carência”, afirma a psicóloga do Instituto Subjetiva, Karolyne Fagundes de Paula.

Separação dos pais, falta de atenção da família, bullying e dificuldades em geral, tudo isso pode ser “compensado” com o excesso de comida. Por isso mesmo, a ajuda terapêutica é fundamental. A psicoterapia é imprescindível para o tratamento da obesidade infantil.

“No caso das crianças, trabalhamos com a ludoterapia, que é a terapia realizada de forma lúdica. Para essa criança emagrecer ela precisa passar por um trabalho interdisciplinar com psicólogo, nutricionista e educador físico, são ações que se complementam. Não adianta impor regras à criança e fazê-la cair de paraquedas para ser cuidadapor um nutricionista e educador físico sem entender a importância disso, o que ela descobrirá por meio da psicoterapia, mas também não vai adiantar ela passar pela terapia sem o acompanhamento de outros profissionais, é um trabalho complementar”, destaca Karolyne.

“Uma criança precisa comer, dormir, estudar e ser amada. Se a criança tem essas necessidades básicas satisfeitas, ela será feliz e plena”, explica a psicóloga.


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